Pela primeira vez ministro do STJ é réu no STF
O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje, 26, abrir ação penal contra cinco acusados do esquema criminoso desbaratado pela Polícia Federal na Operação Hurricane, no início do ano passado, envolvendo jogos ilegais, bingo e máquinas caça-níqueis no Rio de Janeiro. Com a decisão, pela primeira vez na história um juiz do Superior Tribunal de Justiça sentará no banco dos réus.
O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina é acusado de receber propina de R$1 milhão para proferir sentença liminar, liberando máquinas caça-níqueis, em acordo intermediado pelo irmão, Virgílio de Oliveira Medina. Além dele, mais 24 pessoas foram acusadas pela PF na operação.
O advogado Virgílio; o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal – 2ª Região, desembargador José Eduardo Carreira Alvim; o procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de SP, Ernesto da Luz Pinto Dória, também responderão à ação penal no supremo, como acusados de participar do esquema desbaratado pela PF, já que Paulo Medina tem foro privilegiado. A informação está no site do STF.

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