sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Quebra de patentes em benefício do SUS reedita debate ‘tenso’ na Câmara dos Deputados

Rejeitado no final da última legislatura, em 2006, o projeto de lei (PL) que permite a utilização do princípio ativo de remédios ‘patenteados’ na produção de medicamentos destinados à distribuição gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), voltou à discussão na Câmara dos Deputados. Apesar do parecer favorável do relator, a tramitação da matéria foi interrompida nesta quarta feira,12.
O registro é da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e atende aos requerimentos dos deputados Reginaldo Lopes (PT/MS) e Guilherme Campos (DEM/SP), que pediram a retirada de pauta do projeto.
Na prática, a ação remete o debate para 2009, já que o regimento da Câmara impõe intervalo de cinco sessões, na comissão, para que volte a ser apreciado. Pouco provável até 15 de dezembro, quando as comissões temáticas encerram os trabalhos do ano.
Segundo o autor do PL 230/03, deputado Dr. Pinotti (PMDB/SP), a restrição dos direitos de patente dos laboratórios privados fará com que o custo de produção dos remédios, pelos laboratórios estatais, caia pela metade. Relator, o deputado gaúcho Renato Rolling (PP) salienta que a limitação alcança apenas substâncias utilizadas na produção de medicamentos sem finalidade comercial.
O projeto altera a Lei 9.279, de 1996, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. A exemplo da legislatura passado, quando a discussão se arrastou por quatro anos e o relator, sob pressão, mudou o parecer favorável na última hora, pedindo a rejeição da matéria, o projeto promete outro debate tenso e prolongado.

4 Comentários:

Às 14 de novembro de 2008 às 10:48 , Anonymous Anônimo disse...

SOU FAVORAVEL A QUEBRA DE PATENTES DOS REMEDIOS.

ALIAS A QUEBRA DO DIREITO DE PANTENTE DEVE OCORRER COM QUALQUER TIPO DE CONHECIMENTO E OU TECNOLOGIA DE INTERESSE PUBLICO E COLETIVO.

 
Às 14 de novembro de 2008 às 12:06 , Anonymous Anônimo disse...

Imaginem o lobe da indústria farmacêutica. Não é por acaso que um projeto como esse fica rolando pra lá e pra cá... no final ainda vão votar contra.
Telma (Poa)

 
Às 16 de novembro de 2008 às 14:44 , Anonymous Anônimo disse...

O que deve ter de laboratório financiando campanha eleitoral,bah.Mas e quando é que,a exemplo de Cuba o Brasil vai investir pesado na tecnologia,pesquisa e produção de fármacos? Aí acabará essa briga e,a exemplo da Fiocruz,fabricaremos toda medicação usada no SUs.

 
Às 16 de novembro de 2008 às 14:53 , Anonymous Anônimo disse...

Isso é uma briga de cachorro grande.Voces já repararam quem patrocina as duas principais equipes da stock car? Eurofarma e Meddley.Dizem que o maior faturamento do mundo é o da indústria armamentista e o segundo,adivihem.Pois é bem como voces pensaram,a poderosa indústria farmacêutica.Mas há que enfrentá-los.

 

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial